11 de Abril de 2014

CORTAR O MEU CABELO!

Bom dia leitores! 
Lembram-se de como cortei o cabelo da última vez? Foi através de uma troca com uma rapariga iraniana que não conhecia até então, lembram-se? Pois bem, isso aconteceu em Setembro e agora já estava a precisar de cortar o cabelo outra vez porque as pontas estavam muito espigadas. 

Mas desta vez pensei, Por que não tentar cortá-lo eu mesma? Pois bem, abri o youtube e procurei "cut own hair". São centenas os vídeos a explicar como se pode cortar o cabelo em casa, do mais simples corte "straight", "u shape" or "v shape" até aos escadeados mais complexos e até franjas. Molhei bem o cabelo, preparei os utensílios (dois elásticos para o cabelo e uma tesoura boa - neste caso, a da cozinha, que é óptima) e comecei por usar esta técnica (sem usar a régua). O único problema desta técnica é que deixa o cabelo direito atrás, ou seja, as madeixas da frente do cabelo ficam mais longas quando o cabelo cai natural para a frente. 

Por isso, não desisti e continuei com esta técnica, que deixa o cabelo ligeiramente em "U". E o resultado ficou óptimo! Certinho, natural e saudável. Na verdade, muito melhor do que quando cortado pela menina iraniana. E custou-me zero cêntimos, só algum nervosismo e também algumas risadas sozinha. Ah, lembrem-se, se o vosso cabelo é totalmente diferente dos cabelos dos vídeos, não esperem resultados iguais. É como esperar parecer-se com a Miranda Kerr só porque se está a usar o mesmo vestido da H&M ahaha Leiam também a legenda e os comentários aos vídeos, são muito úteis e encorajadores. 

Adoro ir ao cabeleireiro mas a verdade é que, em Portugal, geralmente, contribuímos para a economia paralela (caixas registadoras sempre bertas, talão para ninguém), e na Finlândia é um balúrdio. E como sabem por aqui tenta-se viver com menos dinheiro (um pouco diferente de poupar dinheiro). É certo que em tempo de crise não é muito inteligente reduzir o consumo nos cabeleireiros Portugueses mas como acho que também estamos a passar por uma grave crise de valores - nomeadamente, não sabermos fazer nada com as nossas mãos! - acho que saber cortar o próprio cabelo é sempre uma vantagem. Mais, estas técnicas também podem ser usadas para cortar o cabelo a outra pessoa, por exemplo, por mães às filhas. 

E vocês, aventuram-se? :) Tenham um óptimo fim-de-semana!

9 de Abril de 2014

CONSUMIR PAPEL... SEM LIMITES?

Boa noite queridos leitores! Venho aqui falar-vos sobre um tópico que me occorreu muito recentemente. Quando me dou ao trabalho de dar sermões sobre poupar papel, há quem me responda que não faz sentido poupar papel porque as árvores são um recurso renovável, que nós plantamos, usamos e voltamos a plantar. Argumentam ainda que a indústria do papel é, na verdade, não uma ameaca para as florestas mas sim responsável pela manutencão de muitas florestas em Portugal e no mundo. 

E então eu explico rapidamente porque é que isto não é verdade - e corrijam-me por favor se eu estiver errada. É que a indústria do papel não usa nem planta qualquer árvore para produzir papel. Ou seja, mundo fora e em Portugal substitui-se a floresta nativa por plantacões de outras árvores mais apropriadas e rentáveis para a indústria, como o eucalipto em Portugal.

Portanto, para além dessas novas árvores não serem autóctones da região ou país onde passam a estar plantadas, o que gera desequilíbrios no ecossistema de acolhimento, esse novo grupo de árvores não é uma floresta. E aqui está a novidade, também para mim. É que um conjunto de árvores não é uma floresta. Uma floresta alberga uma quantidade e diversidade de árvores, plantas, animais, microorganismos que interagem entre si e com o solo, a água, connosco. Experimentem olhar bem de perto o solo de uma floresta... quanta diversidade vêem? Portanto, plantar árvores, todas iguais, em linha recta, não é sinónimo de plantar florestas. 

Conclusão, os nossos esforcos para reduzir o papel que consumimos não são em vão! Reciclem o papel, imprimam em ambas as faces das folhas, pressionem as Universidades para impressões ecológicas de teses e monografias, poupem no papel higiénico e de cozinha, substituam os guardanados de papel pelos de pano, tão mais elegantes, e os lencos de papel pelos de tecido, tão lindos e originais (excepto se estiverem com uma grande gripe!...)!

O meu próximo passo é abracar árvores - aqui na Finlândia está muito na moda o tree hugging. Ao que parece, é impossível não sorrir ao abracar uma árvore! :) Se tiverem filhos em idade escolar, oferecam-lhes o livro A Floresta de Sophia de Mello Breyner, um livro sobre a magia da floresta. E ponham a tocar A Primavera d'As Quatro Estacões, de Vivaldi, como a minha professora de Língua Portuguesa fez nas minhas aulas do 5 ano :)

E daqui a pouco quando se forem deitar, se tiverem problemas para adormecer, imaginem uma clareira na floresta, para mim, um dos lugares mais sagrados, apaziguadores e mágicos que existe... concentrem-se nas cores, nos cheiros, nos sons... e deixem-se levar! :)

29 de Março de 2014

MÃE, O QUE É O JANTAR? SALADA!

Fácil e rápida de preparar, bonita, saborosa, crocante, saciante e riquíssima numa grande variedade de nutrientes. Assim pode ser uma simples salada. Adquirir ingredientes locais e sazonais vai também garantir um preco em conta. 

Em Portugal parece-me que não temos muito o hábito de almocar ou jantar apenas salada. Mas os Finlandeses mais jovens têm por hábito servir uma salada rica até quando têm convidados. Se acrescentarem um pão de alho e ervas caseiro e uma água aromatizada... que elegância! 

Os ingredientes por onde escolher são infinitos. A minha salada clássica inclui sempre alface, tomate, pepino, cenoura ralada, pera-abacate, pimento, azeitonas, sumo de limão ou vinagre de vinho branco, azeite, pimenta preta e sementes de sésamo ou abóbora. Mas de vez em quando troco os ingredientes clássicos por espinafres, couve-roxa, rúcula, agrião, rabanete, beterraba ralada, macã, orégãos, grão-de-bico, cebola. Mas ainda há muitos outros ingredientes possíveis! Os mais cépticos podem também adicionar queijo ou ovo cozido. 

Uma verdadeira explosão de nutrientes anti-doenca! Partilhem com os vossos amigos e familiares, doentes (cancro, cardiovascular, auto-imunes) e saudáveis!

   

E vocês leitores, preparam uma salada como refeicão para a vossa família? E que ingredientes usam? Já alguma vez serviram apenas uma salada rica com convidados para jantar? Acham que é uma refeicão de menor valor?

27 de Março de 2014

EVITAR ALIMENTOS REFINADOS

Boa noite queridos leitores,

Uma breve reflexão antes de me deitar. Encontrei mais uma razão, para além da saúde, para consumir principalmente alimentos integrais, não refinados.  É que com a brincadeira do consumidor preferir alimentos refinados, imaginem a quantidade de desperdício alimentar (e de tudo o que é necessário para produzir um alimento, campo, agroquímicos, água) que se faz. Refinamos o sal, o acúcar, os cereais, o arroz, mandando fora uma enorme quantidade de alimento (traduza-se nutrientes, energia, saciedade, vida)! 

E todo este post assumindo que nada se faz com os "resíduos" da refinacão (alguém me sabe clarificar sobre isto?).

Portanto, e entretanto, toca a substituir o sal refinado por sal marinho, o acúcar branco por aúcar mascavado, o pão branco por um pão mais escuro, o arroz descascado pelo arroz integral (que é uma delícia!!). A seu tempo, escreverei mais sobre os produtos disponíveis no mercado e sobre as minhas preferências.

Uma boa noite para todos!

25 de Março de 2014

PARAR DE BEBER LEITE EM NATUREZA - II

Para ler o post "Parar de beber leite em Natureza - I" clique aqui.

6. Consumir leite em Natureza tornou-se de tal maneira uma instituição que até demos o nome de intolerância a uma coisa tão natural que é a de não digerir o leite que teimamos beber contra as regras da Natureza. Quero eu dizer, quantas pessoas no mundo sofrem de intolerância à lactose? Como já é sabido, a intolerância à lactose tende a surgir com o avançar da idade visto que o organismo diminui a produção de uma enzima chamada lactase, essencial ao metabolismo da lactose presente no leite – humano, de vaca, etc. Ora, como é lógico, produzimos lactase enquanto é suposto bebermos o leite das nossas mães, enquanto pequenos, enquanto lactentes. Acontece que a lactase é uma enzima cuja expressão genética depende da presença de lactose no meio, o que quer dizer que se insistirmos em beber leite pela vida fora, uns mais do que outros vamos tendo lactase para degradar a lactose e vamos continuando a ser mais ou menos capazes de nos dar bem com o leite. Mas, e portanto, não será a intolerância à lactose (e o número de pessoas que dela sofre) um sinal da Natureza de que não é suposto sermos lactentes a vida toda?


7. A alergia à proteína do leite de vaca é a alergia alimentar mais comum entre as crianças. É verdade que também há muitas outras alergias alimentares, inclusive a alimentos de origem vegetal, mas de qualquer maneira dá que pensar. Por que razão haverá tantas crianças alérgicas à proteína do leite de vaca? 
O leite materno é espécie-específico, ou seja, as fêmeas de cada espécie mamífera produzem leite especialmente indicado para as suas crias. O que significa que a composição nutricional dos leites dos vários mamíferos é diferente, tanto na quantidade como na qualidade dos diversos nutrientes. Mais concretamente em relação às proteínas do leite (os alergénios responsáveis pela alergia ao leite de vaca), há importantes diferenças entre o leite humano e o leite de vaca, tanto na quantidade como na qualidade dessas proteínasQuando damos leite de vaca a um bebé humano, acontece que, de repente, o organismo do bebé enfrenta a digestão e o metabolismo de um leite com novas proteínas, com um maior teor total de proteínas, de diferente composição aminoacídica e estrutura 3D. É certo que o organismo do bebé enfrenta o mesmo desafio de cada vez que lhe é dado a experimentar um novo alimento mas a nenhum outro alimento existem tantas crianças alérgicas. Parece-me, mais uma vez, que a Natureza tenta falar e poucos lhe dão ouvidos…

8. Ao contrário do que se possa pensar, nem sempre ao longo da História se beberam 3 chávenas de leite por dia. Tanto quanto li, até ao século XX, o leite era alimento para crianças, idosos e doentes, sendo também usado para fazer doçaria. Por exemplo, na Coimbra no século XVII, usava-se leite (na altura de cabra) para fazer arroz doce à moda de Coimbra ou o Manjar Branco de Coimbra. Mas no século XX, com a chamada “vitaminomania” consequente à descoberta das primeiras vitaminas em 1917, estabeleceu-se um “novo modelo alimentar elaborado em torno das vitaminas” e “as indústrias leiteiras foram as que melhor conseguiram difundir esta obsessão pelas vitaminas”, dando início à suplementação do leite com vitamina D. Assim, a indústria leiteira conseguiu, através de uma agressiva campanha de marketing, “mudar a imagem do leite: de alimento para as crianças passou a “alimento perfeito” para todas as idades, contendo praticamente todos os elementos nutritivos necessários à saúde.” (Flandrin, J. L. Montanari, M., História da alimentação II, Terramar, Lisboa, 2001). 


9. Acabei de me lembrar de outra razão para se beber menos leite em Portugal. É que com a história das cotas de producão leiteira da UE, em Portugal nem sequer produzimos todo o leite de que precisamos, ou seja, precisamos de importar leite de outros países da UE.

10. Outra coisa de que agora me lembrei: numa cadeira na faculdade, talvez de higiene ou seguranca alimentar, falámos das rotinas de pesquisa de pus e sangue no leite... (náuseas). Mesmo que me dissessem que nenhum leite é vendido com sangue ou pus... Não consigo.

22 de Março de 2014

MOUSSE DE CHOCOLATE VEGAN E DELICIOSA!

Bom dia queridos leitores! Venho aqui partilhar com vocês uma sobremesa que experimentei ontem para o jantar: mousse de chocolate vegan. Super rápida de preparar, sem sequer acender o fogão, muito cremosa e macia e super saudável.

A minha receita é adaptada desta e desta, e partilho-a aqui com vocês:

Mousse de chocolate vegan
Para quatro porcões

2 abacates maduros
1/2 chávena de cacau em pó (escolham o melhor, sem aditivos, se possível)
1/2 chávena de água (podem usar leite vegetal, se preferirem)
2 colheres de sopa de mel (Português, biológico, em embalagem de cartão, se possível. Para os mais gulosos, até uma colher de sopa por dose:)

Sim, são mesmo só estes os ingredientes! Incrível, não? :)

Com a varinha mágica, reduzam a puré os dois abacates (o puré fica lindo e super sedoso). À parte, batam bem a água e o cacau. Juntem a mistura de cacau ao puré de abacate. Por fim, adicionem o mel e envolvam bem. Vertam para copos ou tacinhas individuais e levem ao frigorífico até servir.

Eu decorei com amêndoa lascada torrada (aproveitei ter o forno ligado a dourar um empadão de salmão) mas também podem usar frutos do bosque ou folhinhas de hortelã, por exemplo.

Ah! Também podem usar esta mousse maravilhosa para rechear ou decorar bolos e tortas!!

Um bonito sábado para todos!
Beijinhos,
Ana 

20 de Março de 2014

MASSA...

Um alimento que ultimamente me tem feito pensar é a massa. Aqui na Finlândia é difícil encontrar geniais pratos de massa. Tanto quanto sei, aqui só se comecou a comer massa em meados do século XX e o protagonismo foi praticamente todo para os macaroni, que em Portugal chamamos de cotovelinhos. E portanto aqui não há uma massada de marisco nem uma carne estufada com esparguete à moda da mamã.  E assim, tenho consumido cada vez menos massa. Mas às vezes acontece comer, como ontem ao jantar, e já não me parece comida verdadeira nem me dá nenhum prazer. 

Toda a minha vida pensei a massa como sendo uma boa fonte de hidratos de carbono e até de fibra, se feita com farinhas integrais (muito vendida aqui na Finlândia). Mas ultimamente comecei a ver com outros olhos a barata massa seca produzida na U.E. que compro no supermercado em embalagem de plástico, que coze em 5 minutos e se desfaz na boca sem nenhum esforco. E por isso tenho quase inconscientemente optado por usar batatas (que adoro), batata-doce, abóbora, cevada e arroz integrais e leguminosas em vez de massa, pela qual perdi todo o interesse. 

Algum leitor com semelhantes sentimentos para com a massa?

19 de Março de 2014

SOBRE O VALOR SOCIAL E ECONÓMICO DO TRABALHO DOMÉSTICO

Este post vem um pouco no seguimento do anterior, sobre o Redimento Básico Incondicional. E antes de continuar, peco desculpa por não se enquadrar propriamente nos moldes do blogue - talvez tenha de repensar as minhas escrituras. Mas queria partilhar isto com vocês.

Em 2002, ainda era eu uma rebelde adolescente, o meu pai imprimiu-me um artigo d’O Público cujo título era O Valor Económico do Trabalho Doméstico – e que podem ler aqui. Veio ao meu quarto e disse “Isto é para tu leres, quando tiveres tempo”. Nós somos três irmãos e a minha mãe decidiu ficar em casa a cuidar de nós. Basicamente, já lá vão 32 anos em que pelo menos um de nós depende do trabalho da minha mãe diariamente (sem contar com o meu pai!...).

Ao longo da vida, com a rotina, o cansaco, a saída de casa dos filhos, a eventual falta de valorizacão por parte da própria família, a minha mae comecou a questionar-se e, de repente, ter ficado em casa a cuidar da família parecia ter sido um grande erro. A minha mãe é aquela pessoa que acerta em todas as perguntas do Quem quer ser milionário?. Adora viajar e ler, e tem uma cultura enorme. Portanto, ouvir-se a mãe a dizer que é uma inútil só porque a sociedade não lhe reconhece o valor é realmente cruel.

Porque verdade seja dita, parece que há por aí muitas mulheres e homens a gostar muito de fazer trabalho doméstico. Basta navegar pelo mundo dos blogues. Como poupar dinheiro, como tratar melhor dos vasos da varanda, como arranjar espaco nos armários, como planear os jantares para a semana, enfim, escreve-se sobre tudo, com paixão. Um dia a minha amiga Satu, que tem dois filhos, enquanto brincava com eles sentada no tapete do quarto deles, com ar cansandíssimo por ter dormido mal, disse-me: I love my life so much! O que ela estava a dizer é que adora a sua vida de dona de casa. Aquilo comoveu-me. Quero eu dizer, que o trabalho doméstico devia ser visto como um trabalho que se escolhe e não como uma espécie de reforma por invalidez intelectual ou preguica. Há por aí mesmo muita gente que acha que as donas de casa não fazem nada! Gostava de ver o que se come lá por casa!...

Durante anos sem parar, a minha mãe não se deitou sem deixar a cozinha impecavelmente limpa e arrumada, sem encher a jarra de água na cozinha para os sedentos pela manhã, sem planear o almoco para o dia seguinte, o que é que hei-de pôr a descongelar, será que isto chega ou ainda terei de ir ao super mercado, sem nos pôr a mesa para o pequeno-almoco, sem encher a fruteira da mesa da cozinha ou sem pedir ao meu pai para ir pôr o lixo (risos). Durante anos a fio, a minha mãe fez quatro as camas diariamente, arejou almofadas e sacudiu pijamas, estendeu, apanhou, passou, dobrou e arrumou roupa de cinco pessoas, pôs cinco toalhas de banho a apanhar sol ou a secar no aquecedor, lavou e separou toneladas de lixo para a reciclagem, fez camas de limpo, lavou cobertores, remendou roupas, preparou duas refeicões quentes diárias, uma de peixe, outra de carne, uma grande taca de salada, fruta arranjada para os preguicosos e, claro, contam-se pelos dedos das mãos as refeicões em que não houve sopa. E claro, uma vez por semana durante muitos anos, limpou duas casas-de-banho, aspirou uma grande casa, sacudiu pesados tapetes onde nos sentávamos diariamente a brincar, limpou o pó às muitas coisas que todos queríamos coleccionar. Entre muitas, mesmo muitas, outras coisas.

Alguém arrisca dizer que todo este trabalho não interessa? Por mais minimalista e simplista que uma casa e uma família sejam (e por mais que toda a família ajude), há sempre o gestor da casa, determinadas tarefas a fazer, targets diários, semanais, mensais para cumprir a tempo os objectivos de um dia, de um mês, de uma vida. É um verdadeiro trabalho, física e intelectualmente tão desgastante como os outros, com stress, prazos, curtos intevalos para café e cigarro.

E portanto, eu acredito que deveria ser remunerado como outro trabalho qualquer, ter seguranca social, receber uma reforma um dia mais tarde, Obrigada por ter criado a próxima geracão, aqui tem, e uma pensão caso se adoeca. Uma dona de casa é uma educadora de infância, uma mulher-a-dias, uma explicadora particular, uma cozinheira, empregada de mesa, que chega ao fim do dia sem um tostão para no dia a seguir garantir que tudo funciona outra vez.

Mas vá, em Portugal nem uma licenca de maternidade como deve ser temos. E esse seria sem dúvida o primeiro passo. A Organizacão Mundial de Saúde recomenda amamentacão exclusiva até aos seis meses de idade do bebé mas quem é que consegue ficar em casa sem apoio? A educadora de infância regressa ao trabalho para cuidar dos filhos dos outros, de forma a  poder pagar o infantário do filho que não tem dinheiro para criar.

E vocês, o que pensam disto tudo? Deixem o vosso comentário!

17 de Março de 2014

O MEU PEQUENO-ALMOCO TEM SIDO... DIVINAL!

Uma pequena ideia para um pequeno-almoco, lanche ou ceia deliciosos: iogurte Português natural não acucarado com gomos de laranja (do Algarve!) e canela. É uma combinacão maravilhosa de sabores, super saudável e a apresentacão é linda, digna de um longo pequeno-almoco de fim-de-semana. Também fica super bem com rodelas de banana e, é claro, para um upgrade fabuloso podem salpicar com raspas de chocolate negro ralado na hora em casa. Hmm! 

Entretanto, ultimamente adiciono canela também à bebida de cevada e ao café... fica delicioso.

Beijinhos,
Ana

P.S: Laranja à noite não mata nem iogurte com laranja tem razão de cair mal, especialmente quando a fome aperta :)

16 de Março de 2014

LENCOS DE PANO E OUTRAS COISAS BONITAS

Boa tarde! Finalmente, a oportunidade certa para vir escrevinhar um pouco no blog. Como estão todos os guerreiros pela causa verde? 

Por aqui tudo bem. A Primavera está a chegar por isso já comecei a usar a bicicleta outra vez para me deslocar no dia-a-dia (durante o pico do Inverno, Janeiro e Fevereiro, caminhei sempre que pude e usei autocarros algumas vezes). Termino o meu caminho para casa sempre com as pernas a arder, o coracão a bater rápido e os pulmões limpos!

Ontem à noite vi um documentário de que gostei muito e que aconselho, Home, que podem ver online, gratuitamente e falado em Português aqui. A informacão é de qualidade e as imagens espectaculares.

Entretanto, apercebi-me de que ainda não escrevi sobre uma pequena medida que faz uma grande diferenca no consumo de papel e que já pratico há alguns anos. Usar lencos de pano em vez de papel. Inspirada pela minha muito eco-amiga Sofia, lá fui buscar os velhos lencos da minha mãe, guardados naquela grande cómoda tão bem cheirosinha: uns às bolinhas, outros em xadrez, outros às riscas, todos adoráveis e únicos. Uso um por semana mas nunca para grandes, vá, descargas. Para isso, uso ÁGUA! Algumas pessoas podem ficar um pouco enojadas só de imaginar uma pessoa a assoar-se no lavatório da casa-de-banho mas eu acredito que é a melhor maneira de o fazer, sempre que se tiver acesso fácil a uma casa-de-banho. Não provoca irritacão, secura e vermelhidão na pele e é muito higiénico porque se lavam as mãos ao mesmo tempo! Vá lá, quem é que tem por hábito lavar as mãos depois de se assoar a um lenco, de papel ou pano, como é recomendado para travar gripes e outras viroses? 

De resto, tenho continuado a usar boleias de desconhecidos para me deslocar, a treinar a minha flexibilidade todas as semanas e a tentar alimentar-me o melhor possível. Hoje para o jantar vou fazer sopa de ervilhas, um prato muito Finlandês , vegetariano e saudabilíssimo.

E vocês, o que têm feito para proteger a vossa saúde e a de todos?

Desejo-vos um Domingo calmo e repleto de bens essenciais, com esta música que adoro.

29 de Janeiro de 2014

ANDAR MAIS À BOLEIA!

Boa noite a todos! Como estão? Eu já estou de volta aos estudos, numa cidade coberta de neve. E vim escrever-vos sobre como é que voltei para aqui, já que voei de Lisboa para Helsínquia. Via car sharing! Ou, se preferirem, à boleia :) Já durante o primeiro semestre tinha tomado conhecimento que havia muita gente a oferecer e a pedir boleias num grupo de Facebook especificamente criado para o efeito, mas ainda não me tinha aventurado. Mas finalmente, no Domingo passado, lá viajei eu durante 4horas ao volante de um desconhecido, esmagada no banco do meio entre outros dois desconhecidos. Todos Finlandeses, intimidados e silenciosos a início, sorridentes e afáveis no final. 

Em vez de ir em silêncio a ler (que também adoro!), tive uma conversa muito interessante com um dos rapazes. Em vez de ir em alerta preocupada em não passar a minha estacão, entrei em casa ainda de olhos meios fechados, vincos na bochecha e baba no canto da boca. Acima de tudo, apanharam-me e deixaram-me mesmo à porta de casa, coisa que não há comboio nem expresso que faca. O carro ia viajar na mesma (sim, o comboio também, é certo) por isso rentabilizei as emissões. E claro, em vez dos 37€ que iria pagar se viesse de comboio, paguei apenas 20€ - sim, há pessoal a fazer negócio com isto das boleias. Não se trata propriamente de Freeconomy mas para lá corre.

Se estiverem interessados em juntar-se a este movimento global de car sharing, oferecendo ou pedindo boleias, visitem, por exemplo, esta página de Facebook "Car-sharing Portugal". Aqui na Finlândia o volume de pessoas a oferecer e a pedir boleias é tal que os grupos de Facebook já se restringem a um percurso, por exemplo, boleias Helsínquia - Rovaniemi. 

Experimentem!

24 de Janeiro de 2014

UM RENDIMENTO BÁSICO PARA TODOS?...

Bom dia a todos! Tinha de vir partilhar convosco uma peticão que acabei de assinar, por um Rendimento Básico Incondicional (RBI, em Inglês, Unconditional Basic Income, UBI). Podem ler sobre esta iniciativa no site oficial Português e Europeu


Eu preferi ver o documentário The Basic Income (2008), que adorei e aconselho. Neste link podem vê-lo online com legendas em Português (cliquem no play da imagem e ponham em full screen). 

Eu acredito que um Rendimento Básico Incondicional geraria uma onda brutal de criatividade. Afinal, quantas ideias deixamos de pôr em prática por não termos dinheiro? Acredito também que daria mais liberdade aos indivíduos para trabalharem no que realmente lhes dá prazer. Quantos de nós não escolheram determinados estudos universitários só porque 'não têm saída'?

Não acho que o dinheiro e um rendimento básico sejam a solucão para todos os problemas. E certamente já perceberam que acredito profundamente que temos urgentemente de mudar o modo como consumimos. No entanto, também não me conformo com a situacão que vivemos em Portugal e no mundo, em geral.

Vejam o documentário e depois digam-me o que acham sobre o RBI. Acham que as pessoas simplesmente se encostariam à sombra da bananeira, não fazendo rigorosamente nada da vida? Ou acreditam que seria libertador?  O que é que vocês, os vossos amigos e famílias fariam?

Que discussão interessante!

21 de Janeiro de 2014

UMA SOPA LINDÍSSIMA!

Venho aqui escrever-vos sobre uma sopa que já andava há uns meses para experimentar: sopa creme de beterraba. É uma sopa muito Finlandesa e bonita - já o sabor fica definitivamente a cargo de cada um. Quem não gostar de sabor férreos, a terra (tipo o da rúcula mas muitíssimo mais intenso), não vai gostar de coisa nenhuma a saber a beterraba. Aqui na Finlândia eles ralam-na para saladas, conservam-na inteira ou às rodelas em vinagre para acompanhar, reduzem-na a puré na sopa ou assam-na no forno com outros bolbos, raízes e tubérculos.

Mas esta sopa tem uma história! A primeira vez que a fiz, fiz o puré com a varinha sem retirar a folha de louro. Tentei manter a calma e procurei, procurei, passei até a sopa por um passador a ver se encontrava a folha de louro ainda inteira, e nada. Desatei a procurar na net esclarecimentos internacionais sobre a toxicidade do louro que é comercializado mas, ao que parece, é terreno no qual ninguém quer assentar nenhuma conclusão. Então já estão a ver o que aconteceu... mandei a sopa toda para o lixo. Foi horrível. Tantos cuidados a guardar restos e a aproveitar tudo, e mando a sopa toda para o lixo. Fiquei numa tal pilha de nervos que tive de respirar fundo, repetir baixinho "Só não acontece a quem não tenta" e ligar à amiga Satu que eu bem sabia se ia partir a rir e fazer-me sentir normal.

Mas hoje correu bem e portanto venho aqui deixar-vos a receita. Se a folha de louro também representa um desafio para vocês, então talvez seja melhor simplesmente não usar. A verdade é que a beterraba tem um sabor tão forte que não é o louro que faz diferenca.

Imagem retirada daqui.
Então os ingredientes da minha sopa creme de beterraba são: 1 cebola média, 2 dentes de alho, 3 beterrabas, 3 batatas grandes, 1 fio de azeite, sal e pimenta. Tudo posto em crú, cozido em pouca água e passado (a beterraba leva algum tempo a cozer, mais do que a batata), e finalmente regado com um fio de azeite. Uma erva fresca bem verde, pickles de pepinos, um fio de natas, iogurte natural ou um queijo de cabra bem branco, ficam muito bonitos a decorar e a animar as cores e os sabores.

É Inverno na Finlândia, neva e faz muito frio. A beterraba é um dos poucos alimentos disponíveis no Inverno Finlandês, a par da batata, da cebola, da cenoura, do nabo, e de outros que se dão bem com o frio. Portanto, esta sopa é uma sopa de Inverno! Também em Portugal se produz e vende beterraba, por isso, podemos aplicar a esta sopa o nosso lema fresco, local, econonómico, nutriente e saudável!

P.S: Não se assustem se, depois de comer esta sopa, fizerem tudo cor-de-rosa quando forem à casa-de-banho!

19 de Janeiro de 2014

PASTA DE GRÃO-DE-BICO, FINALMENTE!

Finalmente, decidi-me a experimentar uma receita de pasta de grão-de-bico. Não lhe vou chamar hummus porque não tem sésamo, nem em pasta nem as suas sementes. Tem uma consistência e cores muito bonitas, e um sabor delicioso e intenso. Claro, só para amantes de grão-de-bico.

Eu usei grão de lata (com a casca!), que triturei com a varinha mágica, juntamente com 1 dente de alho, azeite, sumo de limão e um pouco de água. Depois temperei com sal, pimenta preta e paprika, e misturei bem. Também queria ter usado cominhos em pó mas não tive oportunidade de ir comprar. Por isso, usei só o que tinha à mão na despensa. No fim, passeio-o do copo da varinha para uma caixinha de plástico com tampa que era não-sei-de-quê e acabou guardada no nosso armário das caixinhas que reutilizamos. Assim posso armazenar a pasta de grão no frigorífico e barrar no pão sempre que me apetecer. Definitivamente, pode ser usada como alternativa à manteiga.

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Imagem retirada daqui.
Também podem usar esta pasta de grão como dip, ou seja, nela mergulhar vegetais frescos e crocantes, como pepino, pimento, cenoura. Um snack muito saudável para oferecer aos amigos enquanto a sopa não vem para a mesa!

Nesta pasta muito saudável não há atum salgadíssimo vítima de pesca intensiva nem delícias do mar cheias de aditivos alimentares que de mar pouco têm. Sim, eu também adoro delícias do mar mas desde que espreitei os ingredientes... tenho evitado. Podem, portanto, servir esta pasta de grão-de-bico com tostinhas, como se costumam servir as muito Portuguesas pastas de atum e de delícias do mar. Polvilhem com paprika e levem à mesa!

Para a próxima, espero também temperar com cominhos em pó e adicionar sementes de sésamo.

16 de Janeiro de 2014

NÃO MALDIZER!

Ouve-se dizer que as sociedades dos países nórdicos são muito individualistas. Acredito que a maioria das pessoas pensa que ser individualista é essencialmente mau. Não pensar nos outros, centrar-se no seu umbigo, pôr o seu bem-estar à frente do dos outros. 

Mas ser individualista implica também uma característica que eu adoro (nos Finlandeses): não se meter na vida dos outros, não maldizer, não coscuvilhar. E nós Portugueses somos peritos nisso!... Se comecar a falar mal de alguém em frente a um Finlandês, ele vai permanecer em silêncio, rematando que isso não é da nossa conta, que isso é problema dele, quem somos nós para julgar, etc.

Pois bem, apesar de já andar a mudar radicalmente o meu comportamento há muitos anos - coscuvilhices nunca foi muito a minha onda - prometi que 2014 será para mim o ano sem maldizer os outros. Pela minha saúde e pela dos que me rodeiam. Quando maldizemos, somos um gigantesco emissor de energia negativa, que contamina tudo e todos, afastando alegria e atraíndo mais negativismo. Quando maldizemos, pomos todas as nossas células zangadas, criamos uma raiva que nos consome. Para além disso, a maioria das pessoas tende a procurar situacões de harmonia e paz e, portanto, maldizendo, vamos afastando as pessoas, eventualmente, também as que nos são queridas.

Não mal dizer não significa que nos adoremos a todos e que concordemos com todos os comportamentos à nossa volta; simplesmente há maneiras mais pacíficas de expressar o desagrado, como por exemplo, evitando a convivência com essa pessoa. Rodeiem-se de pessoas que pensam e agem como vocês! Ainda melhor, será mostrar à pessoa que maldizemos a nossa maneira de ver as coisas, tentar mudá-la, eventualmente, atraí-la para o nosso lado.

Experimentem, por exemplo, uma semana sem dizer mal, criticar, julgar! E vão sentir o efeito positivo que tem no vosso dia-a-dia. Essencialmente, dizer mal, das pessoas e coisas, faz mal à saúde. E este blog é pela saúde pública, por isso, desafio-vos a só falar bem! E a tentar melhorar o que sentem que está mal, usando os meios e recursos de que dispõem.

2014, o ano sem maldizer.

PARAR DE TOMAR A PÍLULA III

Olá a todos! Este post pode parecer um pouco descabido mas acredito que devo dar continuidade aos meus posts anteriores sobre parar de tomar a pílula, esclarecendo as leitoras. Quem os leu, sabe que os meus dois maiores receios em relacão a parar de tomar a pílula eram que não me viesse o período e que me parasse de crescer cabelo novo, como já uma vez tinha acontecido. 

Pois bem, desta segunda tentativa, tenho tido sempre cabelo novo e o primeiro período já veio, ao fim de 6 meses de ausência. A última vez que tinha tido um período natural tinha 15 anos (tenho 25...)!... Desde então, eram sempre artificiais, causados pela pílula. Foi uma menstruacão totalmente normal, com o mesmo fluxo, desconforto e dor de quando tomava a pílula. Estou muito contente porque isto significa que o meu corpo está a funcionar novamente e normalmente, e que posso dar continuidade a esta decisão! 2014 comecou da melhor forma para mim, com um dos meus desejos a realizar-se imediatamente :)

Uma querida amiga minha (que é médica ginecologista...) também parou de tomar a pílula, também lhe levou aproximadamente meio ano a vir a primeira menstruacão e agora tem períodos certinhos de 28 dias! As raparigas envelhecem e o que motivou a toma da pílula pode já nem sequer fazer sentido, já nem sequer existir, como o acne ou os períodos abundantes e irregulares. 

Vale a pena experimentar! Aproveitem, que parar de tomar a pílula está na moda ;) Por um corpo, mente e ambiente mais limpos!

ASSINAR PETICÕES PÚBLICAS!

Não é preciso muito para mudar o mundo, basta vontade. De vez em quando, visitem este site de peticões públicas e assinem consoante as vossas causas. Eu acabei de assinar esta - contra os subsídios públicos a touradas - e esta - contra o desperdício alimentar. É rápido, fácil e faz, certamente, toda a diferenca. Marquem o site nos vossos favoritos para não se esquecerem! 

9 de Janeiro de 2014

O MEU BLOG É NEUTRO EM CARBONO!


Boa noite, leitores! Passo muitas horas ao computador, a escrever no blog, a pesquisar informacão que me interessa, a estudar, a ouvir música, a enviar e-mails aos amigos, a falar no skype com os pais. 

Mas hoje vou plantar uma árvore para tornar o meu blog neutro em carbono! E ajudar a restaurar matas que certamente ajudei a desbravar. Por cada blog que coloca o selo "O meu blog é neutro em CO2", uma árvore é plantada, neste caso no Brasil. 

Também gostariam de tornar o vosso blogue neutro em carbono? Saibam como aqui!

8 de Janeiro de 2014

QUAL É O MELHOR IOGURTE DO MERCADO?

Antes que alguém pergunte, vou esclarecer que, apesar de ter parado de beber leite em Natureza (ou seja, bebido líquido), continuo a consumir derivados lácteos - pelo menos, por enquanto. Ainda que gostasse de parar de usar leite na totalidade, ainda não consegui arranjar substitutos do queijo e do iogurte que preencham os meus requisitos. Sugestões aceitam-se!

Concretamente em relacão aos iogurtes, gosto muito de comer muesli e ainda não consegui encontrar nada que possa usar com muesli sem ser o tradicional iogurte. Já experimentei sumo de laranja e detestei. Alguém tem uma sugestão? 

Iogurtes só consumo naturais não acucarados - de preferência, biológicos. Em Portugal, a Agros oferece naturais sólidos e naturais líquidos, na gama biológicos, mas ambos acucarados, o que deixa qualquer coisa a desejar. O que não for natural (iogurtes de aromas, de pedacos...), esquecam, é só aditivos alimentares. 

Os 'iogurtes' de soja são assustadores, até óleo vegetal costumam ter. E os aditivos nunca mais acabam. Pudera, imaginem transformar uma leguminosa num iogurte!... Demasiado processamento. Para além disso, muito provavelmente, não são produzidos em Portugal (lembrem-se que mesmo que o código de barras comece com 560, é possível que o produto seja apenas embalado em Portugal por uma empresa Portuguesa mas não produzido em Portugal).

O mesmo se aplica aos iogurtes magros, demasiado processados. Percam um pouquinho de tempo no supermercado a analisar a lista de ingredientes e verão.

Conclusão: o melhor iogurte é biológico natural não acucarado produzido em Portugal (esquecam Nestlé e Danone). E portanto temos um empate entre 

o Agros natural acucarado biológico

Iogurte Natural Açucarado Biológico

... e o Mimosa natural não acucarado. 

Iogurte Natural
Enquanto não houver o iogurte perfeito, sigam a vossa intuicão e digam-me, qual escolhem?

SIMPLES, CONTRA O DESPERDÍCIO ALIMENTAR!

Uma mensagem rápida e eficaz! Certamente já terão reparado que quando compram, por exemplo, misturas para salada prontas a consumir, as embalagens da frente têm mais água (em forma de bolhinhas junto ao plástico) do que as que estão mais atrás. Ou seja, as embalagens da frente têm um prazo de validade cujo fim se aproxima mais brevemente do que o das embalagens de trás. 

E eu até há bem pouco tempo, tirava as embalagens da parte de trás da prateleira, as mais secas, embaladas há menos tempo, com uma validade maior. Mas depois comecei a pensar no que acontece se todos agirmos assim...

E então agora penso de outra maneira: se for usar o alimento brevemente - ontem, por exemplo, comprei rúcula para usar no arroz feito ao jantar do mesmo dia - compro o que tem o prazo de validade mais curto. A embalagem mais húmida, menos fresca. Como vou usar nesse dia ou nos dias seguintes, não tem mal! Ninguém sai a perder. 

Por acaso, já uma vez em Helsínquia tinha visto um senhor (que é um activista verde bem conhecido) na fila da caixa com uma embalagem de 12 pães a expirar. Não sei quantas bocas tem para alimentar em casa; no supermercado estava só com uma filha pequena. O que pode querer dizer que vai andar a comer pão mais rijito ao pequeno-almoco só porque é...um herói! :) 

Inspiracão e bons exemplos é do que precisamos.

6 de Janeiro de 2014

UM ARROZ DE CHORAR POR MAIS!

Boa noite, leitores! Venho aqui partilhar com vocês uma receita deliciosa, lacto-vegetariana porque tem queijo. A receita original é de risotto mas eu substituo o arroz para risotto por arroz integral. Se usarem arroz para risotto ou arroz carolino (comprem Português, por exemplo, da Novarroz, cultivado no Mondego!), adaptem os passos da receita a esses arrozes, que cozinham mais rapidamente.

A receita original foi-me dada a conhecer pela minha amiga Finlandesa Satu, que por sua vez a retirou de uma revista Finlandesa de culinária. A receita original é um risotto, leva caldo de legumes e tomates secos, que eu omito pelas seguintes razões: o caldo de legumes porque vai contra os meus princípios, e os tomates secos porque são caros e, geralmente, muito salgados. Para além disso, a receita original leva queijo parmesão, que eu substituo por queijo da ilha de S.Jorge (quando estou em Portugal, claro), que também é delicioso, firme e picante. A razão? É Português, muito mais barato e vem de mais perto, logo, é mais ecológico! Perfeito, não?

Muito bem, e agora a receita! Arroz integral com cogumelos, rúcula e queijo de S.Jorge. Hmm! Fiz hoje para o jantar e estava divinal! Pode parecer difícil mas é muito fácil! Lembrem-se, eu não sou grande cozinheira!

1. Refoguem, em lume médio, uma cebola média, um dente de alho e um bago de piripiri em azeite. Mantenham o tacho tapado para não se perder sucos!
2. Depois juntem o arroz integral. A quantidade é a que costumam usar quando cozinham. Eu uso 2 copos de iogurte para 4 pessoas que não estejam esfomeadas. Deixem alourar um pouco com o tacho tapado.
3. Depois adicionem o triplo da água, tapem e aumentem o lume para levantar fervura.
4. Quando comecar a ferver, reduzam o lume e deixem cozinhar por 15 minutos.
5. Entretanto, lavem os cogumelos brancos, daqueles frescos, embalados de supermercado, fatiem-nos e adicionem-os ao arroz. Tapem o tacho e deixem cozinhar por 30 minutos.

Eu costumo deixar o arroz cozinhar por 45 minutos, no total. De qualquer maneira, como é integral, nunca fica tão macio como o descascado. Mas sacia mais e é mais nutritivo!

6. Quando estiver quase pronto, adicionem rúcula lavada e cortada, se muito grande. Envolvam e tapem. A rúcula não precisa propriamente de ser cozinhada. 
7. Por fim, adicionem queijo de S.Jorge ralado (ralem-no em casa!) e envolvam. A quantidade de queijo é a gosto. Quanto mais, mais energia, sabor e nutrientes. Quanto menos, mais leve. Se quiserem, reguem com um pouco de sumo de limão!

Sirvam com muito amor :) E já sabem, compra-se rúcula, arroz e cogumelos Portugueses, sempre que possível!

3 de Janeiro de 2014

CHEGARAM!

Boa tarde a todos! Lembram-se de eu vos ter falado neste post dos sabonetes caseiros da'ki? É que acabei de receber em casa a minha primeira encomenda! Um sabonete de azeite e argila e outro de azeite, limão e árvore-do-chá para levar para a Finlândia, um de azeite e rosas para oferecer à minha mãe e, qual não é o meu espanto, havia mais sabonetes do que eu tinha encomendado... Sim, um foi oferta de Ano Novo, de azeite e café! :) Que decidi oferecer ao meu pai para da'ki saírem, pelo menos, três clientes muito satisfeitos! 

Os sabonetes são lindos, puros, robustos, o cheirinho é o acertado, o design é muito limpo, e a listagem de ingredientes é adorável e inspira aquela confianca de que andamos sedentos em Portugal: azeite, água, hidróxido de sódio (só!) e, claro, óleos puros para colorir e aromatizar. Nenhum sabonete pode ser melhor! Sente-se que foram pensados, produzidos e embalados com amor.

Obrigada da'ki!!

PÃO EM SACOS DE PANO!

Pessoas! Bem sei que inicialmente tinha definido escrever só sobre as minhas alteracões de estilo de vida. Mas há alturas, como esta, em que me é difícil ficar indiferente às mudancas que os outros poderiam fazer! Na verdade, entusiasmo-me igualmente com as mudancas que eu infelizmente não posso fazer!... Então aqui vai uma medida verde que se aplica na perfeicão à vida Portuguesa: levar um saco de pano para ir comprar pão. 
Quem é que não tem sacos de pão bordados pela avó na arca do enxoval? E quem não tem pode costurar um com as próprias mãos ou comprar, por exemplo, um saco pa-pão (na foto), Português e de algodão biológico. A moda vai pegar, tenho a certeza, que Portugal está cheio de gente inteligente!

Se forem ao pão todos os dias, imaginem a quantidade de sacos que podem poupar! Sejam eles de papel ou de plástico, consoante a padaria, não interessa. Só porque algo é de papel não deve ser sinónimo de se consumir à vontade, como muita gente faz. E depois claro, marcam a diferenca, deixam toda a gente a olhar para vocês, genta essa que vai ficar a pensar naquilo e partilhar com a família ou com os colegas no trabalho. E assim se espalha a ideia!

Vá lá, não tenham vergonha, dêem o exemplo!!

2 de Janeiro de 2014

PARAR DE USAR CHÁ EM SAQUETAS


Olá leitores! Como estão? Sejam bem-vindos ao primeiro post de 2014! Venho escrever-vos sobre uma prenda muito útil que duas amigas me ofereceram no Natal: uma prensa Francesa. 

Eu já há algum tempo que queria ter uma porque queria parar de comprar chá em saquetas, uma vez que, como já tínhamos falado, as saquetas são seladas com plástico... que depois mergulhamos em água fervente. Mesmo que eu não quisesse valorizar muito isto, depois de o saber, beber chá nunca mais tinha sido a mesma experiência. Uma prensa Francesa, também conhecida por cafeteira Francesa, não passa de um elegante pote de vidro com um êmbolo, que se pode usar para fazer café e chá. Portanto, é um utensílio muito ecológico e prático que aconselho a quem não tiver um bule com filtro e beber infusões com frequência. 

Usar ervas soltas é só vantagens: para além de ser mais saudável, reduz o volume de lixo que produzo, dá-me mais liberdade para escolher e combinar ervas, sai mais barato e permite-me sair com mais facilidade do circuito das grandes marcas e acabar a experimentar ervas mais tradicionais.

E vocês, qual é que consideram ser a maneira mais eco-friendly de preparar chá?

20 de Dezembro de 2013

UMA TARDE DIFERENTE...

Boa noite!! Venho aqui partilhar com vocês o que me aconteceu hoje de maravilhoso... Fui à Casa da Infância Dr. Elísio de Moura, junto à Universidade de Coimbra, entregar um grande saco com roupa que já não me servia, perfumes baratos que niguém queria usar, livros que nunca me disseram nada, peluches de ex-namorados, lápis de cor que tinha a mais, entre outras coisas. Tudo em óptimo estado, limpinho e arrumado com carinho.


Como já era a segunda vez que o fazia, hoje decidi pedir às irmãs para visitar a casa e eventualmente conhecer as meninas. Tive muita sorte porque estavam todas reunidas numa sala, imaginem, a receber os presentes de Natal. Então convidaram-me a sentar e distribuir os meus 'presentes'... Foi espectacular! De repente, tudo o que eu já não queria estava ali a ser desejado por todas ao mesmo tempo, de deditos no ar, eu! eu! eu! Todas a sorrir, alguns abracos e beijinhos, uma menina até se comoveu. Uma das irmãs ainda me acompanhou num passeio na varanda da grande casa branca, com uma vista lindíssima sobre a cidade de Coimbra... 

Saí com o coração cheio.

19 de Dezembro de 2013

ESPALHAR BONDADE!

Boa tarde! Já vos escrevo da minha casinha em Coimbra, estou cá a passar o Natal, como sempre! Venho aqui deixar-vos um post de inspiracão para o próximo ano que em breve comeca! Então, em 2014 gostaria de comecar a praticar Actos Aleatórios de Bondade (Random Acts of Kindness RAK, em Inglês) e de espalhar a ideia pelos meus amigos e leitores. O projecto consiste em espalhar bondade, simplicidade e alegria pelos que nos rodeiam, anonimamente ou não. 


Imagem retirada daqui
Como prenda de Natal para oferecer a um amigo Finlandês que deu os primeiros passos enquanto RAKer ainda este ano, compilei algumas ideias de como animar muito facilmente o dia de alguém - e o nosso! - que agora partilho aqui com vocês. 

Random Acts of Kindness for the New Year! (Desculpem mas tive preguica de traduzir)
  • Smile at strangers you pass on the street. Smiling is contagious!
  • Submit positive feedback to a business you appreciate, or write a glowing review online for a favorite restaurant, shop or service. Everybody will benefit!
  • Give your friends a break by taking their kids out. :)
  • Write your postman/bin man a thank-you note and attach it to the letterbox/bin.
  • Buy a bouquet of flowers or balloons, attach a message, delivered it to the hospital and tell the nurses to give it to the person who needs it the most.
  • Leave inspirational or funny messages around town, office, bus, etc., for example, in library books, windshields of cars, printed pages stuck on walls or doors.
  • Post an anonymous "Have a great day" card in a stranger's letterbox.
  • Let a blog or website know how much they inspired you with their thoughts.
  • Tutor one at-risk child or teenager.
  • Write a letter or e-mail to a good friend or family member to let them know how much you value them and what you appreciate about them.
  • Share some food you cooked with your neighbors: a slice of pizza, a bowl of soup, a piece of cake.
  • Buy someone a surprise treat, cake, snack or coffee.
  • Take a gift to a maternity hospital and ask the nurses to offer it to the first baby that is born.
  • Decide and state what you would like to do with your dead body: give it to science? Donate your organs?
  • Call somebody who might be feeling lonely.
  • Spread the idea of random acts of kindness among your best friends!
Há muitas outras ideias que podem encontrar pela net se pesquisarem, por exemplo, 'random acts of kindness' no google. Claro, não se esquecam de animar quem está mais perto de vocês - de pouco serve animar o vizinho da frente se deixarmos no escuro quem partilha o mesmo teto connosco. Bem sei que nem sempre dá vontade de ser muito gentil com todas as pessoas mas "kindness gives birth to kindness"!

Continuarei a dar notícias do projecto :)

13 de Dezembro de 2013

SAÚDE I

Bom dia queridos leitores! Hoje, sexta-feira, trago-vos um post sobre saúde para comecarmos o fim-de-semana de bem com a vida, como diria a minha querida amiga Catarina. No último ano, tenho reflectido muito sobre o que é saúde para mim e no que me faz sentir saudável. E tenho tentado fazer mudancas no meu estilo de vida de modo a tornar-me mais forte. Agora, numa série de posts, quero partilhar convosco o que concluo todos os dias. Comecamos com...

Praticar exercício físico - recomendar a prática de exercício físico já parece um lugar-comum mas a verdade é que continuamos a subvalorizar a sua potencialidade na promocão da saúde. Sinceramente, para mim não há dúvidas que praticar exercício físico melhora a saúde mental - não é por acaso que o exercício físico é já reconhecido como uma potente arma no tratamento da depressão. Como já descrevi num post anterior, quando faco exercício físico durmo melhor, fico mais calma, sinto-me melhor comigo mesma, no meu corpo e alma. É uma pena que muitas pessoas associem a necessidade de praticar exercício físico com peso a mais, ou seja, porque estão satisfeitas com o seu peso, não vêem necessidade nenhuma de praticar desporto. Está errado.

Felizmente, a falta de dinheiro não é uma desculpa para não praticar desporto. Por enquanto, ainda podemos sair à rua e andar, correr, fazer sprints e saltar à corda de graca. Em casa, pomos música e podemos dancar e fazer exercícios com o peso do próprio corpo. No Verão, muitos de nós podem também nadar sem pagar. Algumas cidades têm já também pequenos ginásios ao ar livre. Cada um deve encontrar o que gosta e pode fazer.

A falta de tempo também não deve ser desculpa. Experimentem andar, correr ou pedalar do vosso local de trabalho até casa, como alguns Finlandeses fazem (muitas vezes com criancas na cadeirinha!...). Não deixem o exercício para quando tiverem tempo; facam dele uma prioridade na vossa rotina!

Falta de motivacão é a epidemia que nos afecta a quase todos e é um desafio. O que motiva a minha mãe a fazer uma série de exercícios simples todos os dias antes de tomar banho? O que motiva a minha amiga a pagar 70€ por mês para passar 1h30 por dia no ginásio enfiada em máquinas? O que vai na cabeca desses velhotes espectaculares que de vez em quando vejo a correr em Coimbra? Há que conversar com quem nos inspira e deixar-se inspirar. 

'Googlem' "exercícios peso do próprio corpo" e poderão ver dezenas de exercícios que podem fazer em casa, sem pesos, apenas com o peso do próprio corpo - flexões, elevacões, dorsais, abdominais, fundos, agachamentos, etc. Este tipo de exercício físico é muito importante, não só para definir o corpo, como para proteger os nossos ossos em quedas e manter a nossa forca muscular. Infelizmente a geracão dos nosso pais ainda quase se limita a fazer caminhadas, o que já óptimo, mas na minha opinião, não chega (Fala a blogger e não a nutricionista). Pai, espero que estejas a ler isto!

Imagem retirada de: http://www.fitday.com/fitness-articles/fitness/forget-gym-equipment-use-your-own-body-weight-to-workout.html#b
A Natureza e o Universo querem gente saudável e bem disposta! De nada adianta encontrar um champô ecológico se estamos tristes e flácidos :)

Espero que tenham gostado deste post. Aproveitem o Natal para pedir uma corda de saltar, uns ténis, uma bicicleta, uns óculos de nadar, se precisarem. Fazer exercício físico não é para gordos, novos ou sãos, é para todos!

11 de Dezembro de 2013

UMA SOPA MUITO FOFA!

Olá, outra vez! Escrevo-vos também sobre uma sopa nova que experimentei anteontem: creme de feijão branco com rúcula. Fiz um refogado de cebola, alho, azeite, louro, piripiri e uma cabeca de nabo. Depois adicionei água (só a necessária para cobrir) e deixei cozer o nabo. De seguida, juntei o feijão branco já cozido e desfiz tudo com a varinha mágica. Juntei água até atingir a consistência desejada e temperei com sal marinho, pimenta preta, gengibre em pó, sumo de limão e pimentão doce. Finalmente, adicionei folhas de rúcula. 

Podem usar os temperos que quiserem. Eu acho que com o sabor do feijão branco ligam muito bem aromas cítricos e por isso usei gengibre, sumo de limão e rúcula. Coentros e manjericão também devem ficar muito bem!

O que adoro nesta sopa é que fica absolutamente branca, cremosa, imaculada. E atencão às doses, enche imenso!!

Se puderem demolhem e cozam o vosso próprio feijão, em vez de comprarem enlatado. Aqui na Finlândia há duas marcas que vendem feijões em pacotes de cartão, como podem ver na figura. Uma é a marca sueca Go Green e a outra é marca branca de uma cadeia de supermercados, a da figura. O produto é novo e é consequência das novas tendências de mercado: os consumidores de feijão aqui no Norte são adultos jovens vegetarianos que procuram fazer escolhas sustentáveis. Para quando a Compal nos vai presentear com feijão empacotado? Esperamos ansiosamente!

UMA DICA SOBRE MANTEIGA!

Bom dia a todos! Venho aqui deixar uma dica para quem consome manteiga. Um amigo meu aprendeu uma maneira de barrar facilmente manteiga no pão e, ao mesmo tempo, de parar de comprar embalagens rijas de manteiga. Precisam de um corta-queijos (que encontram à venda no continente mas não é made in Portugal...) e de uma barra de manteiga. Depois é só fatiar a manteiga, pôr no pão e, eventualmente, espalhar com uma faca. Ao usarem o corta-queijos, devem aplicar o mínimo de forca possível para a fatia sair fininha. Genial, não?

3 de Dezembro de 2013

PARAR DE TOMAR A PÍLULA II

Os leitores que me seguem desde o início lembrar-se-ão que parei de tomar a pílula no Julho passado - podem ler sobre as minhas razões aqui. Acontece que, tal como esperava, nunca mais me veio o período, já lá vão 6 meses. E então, hoje tive uma consulta de ginecologia aqui na Finlândia. A certa altura a médica perguntou-me se tenho alguma contraindicacão para a toma da pílula e lá foi enumerando doencas e factores de risco, até que perguntou: 
- Enxaquecas?
- Sim, exaquecas com aura.
- São severas?
- Eu diria que sim. Não consigo comer, tenho náuseas e até vómitos, tenho de me deitar em total escuridão.
- Então nunca devia ter tomado a pílula.

Em dez anos a tomar a pílula, estive com, pelo menos, duas ginecologistas e duas enfermeiras de planeamento familiar. Nunca ninguém me perguntou se tinha enxaquecas. Mulheres com enxaquecas não devem tomar pílulas combinadas, como são a maioria das prescritas, já que tanto as enxaquecas com aura como as pílulas combinadas são factores de risco para AVC. Imaginem!...

2 de Dezembro de 2013

ALTERNATIVAS AO LEITE VII - SUMO DE TOMATE

Boa noite a todos! Antes de me deitar venho aqui escrever-vos sobre sumo de tomate, que experimentei hoje. É muito refrescante e fácil de preparar: pelam-se tomates maduros e cheirosos, e trituram-se com água fresca, de preferência. Pode também adicionar-se salsa, sumo de limão, azeite virgem extra, acúcar mascavado, pimenta e sal marinho tradicional. Há ainda quem misture pepino e cenoura triturados, claro.

Tenho de confessar que não é o meu favorito mas achei que devia partilhar aqui convosco já que é tão nutritivo e adorado por tanta gente! Uma bebida de Verão, um clássico em Espanha. Experimentem!

COZER AS BATATAS COM A PELE

Leitores! Um hábito que adquiri com os Finlandeses e que vos recomendo: sempre que possível, cozam as batatas com a casca. Já repararam na diferenca de cor e sabor quando se cozinha as batatas com a pele? Estas diferencas reflectem não mais do que menores perdas de valor nutricional com a cozedura. Ou seja, mais cor, mais sabor e mais nutrientes! Como em Portugal cozemos imensa batata para acompanhar peixe e carne, acho que este post faz muito sentido. 
Pode parecer um pouco rude mas os Finlandeses servem as batatas com a pele e depois cada um no seu prato retira a pele da seguinte maneira: espeta a batata com o garfo, segurando-a numa mão, enquanto a descasca com a faca, na outra mão, usando o polegar. Fiz-me entender? Aqui também se costuma adicionar um ramo de endro (ou aneto) à cozedura para aromatizar as batatas.

1 de Dezembro de 2013

ÁGUA AROMATIZADA!

Olá leitores! Venho aqui deixar-vos uma dica: hoje tive convidados para almocar e queria ter comprado um sumo para oferecer à refeicão, mas esqueci-me. Então preparei uma água aromatizada com algumas gotas de limão e decorada com rodelas de limão. Também é suposto adicionar ramos de hortelã, cidreira, menta, limonete, alecrim ou de outra erva, mas desta primeira vez não estava munida de nenhuma erva (não há erva aromática que se aguente na escuridão do Inverno Finlandês...). Também se pode usar rodelas de laranja, de lima ou até de pepino, por exemplo. No Verão também se pode usar morangos, que também coram a água, mas já sai mais caro.

A ideia é roubada da minha amiga Polaca Karolina que é uma soberba anfitriã. Serve-se elegantemente numa jarra de vidro. Uma bebida muito ecológica, barata, bonita e saudável! E lembrem-se, com alimentos não se brinca, por isso, no final, comam tudo o que ficar na jarra!

15 de Novembro de 2013

HMMM BERINGELAS RECHEADAS NO FORNO!

Mais uma receita para mortais: beringelas recheadas. Cozinhei ontem para o jantar e estavam óptimas, como sempre. É um prato óptimo para quando se tem convidados. Eu costumo usar lentilhas no recheio mas é claro que se pode usar qualquer outra leguminosa (e quaisquer outros ingredientes de que se goste).

Eu faco assim:

1. Lavo as beringelas e corto-as ao meio na longitudinal (deixo o pedúnculo, fica bonito). Retiro o seu interior com uma colher e trituro-o com a varinha mágica. Reservo.

2. Salteio cebola, alho, pimento, piripiri e louro em azeite. Adiciono lentilhas bem demolhadas e o recheio das bringelas já triturado. Tapo e deixo cozinhar cerca de 30min.

3. Quando o preparado anterior está pronto, retiro a folha de louro e encho as metades de beringela com este recheio. Polvilho com queijo ralado e levo ao forno a 200C.

Uma opcao mais inteligente ao queijo ralado de compra, é ralá-lo em casa, com o ralador de vegetais. Sai mais barato, rala-se só a quantidade de que se necessita, produz-se menos lixo de plástico e o produto é mais fresco.

Experimentem, é muito fácil e bom!